Mais uma vez Jesus entrava em Cafarnaum, cidade onde já havia realizado muitos sinais, local que ele escolhera para morar (Mt 4:13). De repente, alguém atravessa o seu caminho, se apresenta perante ele um centurião romano implorando que fizesse algo em favor do seu criado que jazia acamado em sua casa. Em resposta à intercessão, o centurião ouve uma frase resolvida e objetiva: – “Eu irei curá-lo”. Porém, achando-se indigno de receber Jesus em sua casa, o centurião pede apenas uma Palavra, pois estava convicto da autoridade do Mestre Galileu, e da forma como creu, viu o maravilhado Senhor liberar a cura do seu criado.
Um texto tão rico pode nos levar a várias direções. Todavia, a resposta de Jesus “Eu irei curá-lo”, sobretudo me incomoda, pois nos remete a grandes desafios. Quantas vezes, as pessoas chegam diante de nós cheias de expectativas. Filhos, esposas, maridos, discípulos, amigos, pessoas que esperam de nós uma resposta. Quantas vezes, diante das dificuldades dos outros nos sentimos impotentes, e pedimos a Deus que nos livre do constrangimento de uma situação que expõe a nossa fragilidade. Quantas vezes, a nossa voz se cala e no íntimo nos perguntamos: “Será que eu estou à altura dessa tarefa?”
Jesus não pensou muito para responder, aliás, não pensou nada. Simplesmente respondeu: “Eu irei curá-lo”. Respaldado não no que dizia, mas na convicção de quem ele era, a resposta diante da aflição do centurião surge com natural ousadia: “Eu irei”. Isso é o que Deus espera de um filho, que ele esteja pronto pra ir; que ele responda positivamente às angústias daqueles que o procuram, fundamentado não naquilo que propriamente pode fazer, mas na certeza de que, na sua disponibilidade, Deus certamente fará algo tremendo por seu intermédio. Portanto, vá! Vença o medo e vá! Isso é tudo o que Deus espera de você.
No amor de Jesus,
Laerte Cardoso
Um comentário:
Amém!!! As vezes é difícil, mas a convicção é um excelente combustível. Citando Oliver Holmes "O que existe atrás de nós e o que existe à nossa frente são problemas menores, se comparados com o que existe dentro de nós."
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