quarta-feira, setembro 30, 2009

Ana Vai à Guerra

Ainda que ele quisesse consolá-la com o seu amor, sem menosprezar o seu afeto, ela não se conformava com o seu ventre estéril. – Não te sou eu melhor do que dez filhos? – Perguntou-lhe o marido, na tentativa de vê-la superar a frustração. Mas, renitente, chorava e não comia, estampando no rosto o seu inconformismo, buscando de alguma forma reverter a sua condição.

Diante do inaceitável, Ana levanta-se e vai à guerra. Uma guerra contra ao que se impôs como decreto: Tu não serás mãe. Porém, guerreira, não se limita a resignar-se frente ao destino. Não se esconde por detrás de uma declaração fácil e conformada – “O que eu posso fazer se a vida quis assim”. Não. Decidida e forte, vai atrás daquele que pode converter o impossível em possível.

Com amargura de alma, ora ao Senhor. Chora abundantemente na presença do Deus que se sensibiliza com o quebrantamento verdadeiro. Não pede explicações ao Todo-Poderoso, não o acusa de tê-la feito nascer estéril, não está ali para discutir, mas comparece ante Ele para ver a sua sorte transformada. Ultrapassando o limite das palavras, faz um voto. Promete que, se atendida fosse na sua súplica, daria o filho ao Senhor, a fim de que o servisse todos os dias.

Sua aflição é tanta que, por causa da sua expressão, o sacerdote Eli a teve por embriagada. Mas um equívoco como esse não é nada pra quem já se decidiu. Ela se explica; o sacerdote lhe abençoa; a madre se abre; Deus lhe concede um ventre fértil. Nasce Samuel, ela cumpre o voto, e o Senhor lhe agracia com mais cinco filhos – três meninos e duas meninas.

Combinação perfeita: gente que não se entrega e um Deus Todo-Poderoso.

No amor de Jesus,

Laerte Cardoso

1 Samuel 1

Um comentário:

rvlopes disse...

"Que resgata a sua vida sa sepultura e a coroa de bondade e compaixão." Sl 103:4

Só o amor do Senhor pode cobrir toda a nossa vida, mudando a sorte dos seus filhos amados. Eu amo o meu paizinho que me escolheu antes mesmo de ser tecida no ventre de minha mãe.