quinta-feira, setembro 10, 2009

No Meio do Sonho Havia Um Gigante (1)

Foram tantos anos morando na terra dos outros. A princípio eram até mesmo bem tratados – influência do administrador máximo daquela nação que, com uma sabedoria divina, fez do rei daquela terra um homem rico. Mas o tempo passou, o administrador morreu, aquela geração passou, outras vieram, e o novo rei da terra desconsiderou completamente a história, e o povo, além de viver num território que não era deles, agora trabalhava como escravo.

Sem território, sem liberdade, trabalhavam de sol a sol sem qualquer perspectiva. Mas o pranto e o gemido daquele povo subiram aos ouvidos do Deus Todo-Poderoso, que, lembrando-se das suas promessas, lhes devolveu o sonho na figura de um libertador chamado Moisés. Todos passaram a sonhar. O sonho coletivo de liberdade e de, finalmente, morar num território só deles.

A liberdade logo chegou. Com mão forte Deus desmoralizou Faraó, o rei do Egito. De uma maneira espetacular, engrandeceu o seu nome, açoitando a terra do Egito com pragas, e num “grand finale” fez do Mar Vermelho um abençoado corredor entre as águas para que seu povo passasse, e o transformou numa armadilha impiedosa que destruiu o exército egípcio.

Aparentemente tornaram-se um povo livre. Todavia, a mente ainda era de escravo. Comportamentos equivocados, atitudes que atrasaram a trajetória, tempos de depuração num deserto que parecia interminável. Mas o sonho de uma terra só deles permanece, e os sustenta numa caminhada dura e longa. Até que num dia daqueles que decide o futuro de qualquer um, o líder Moisés envia doze homens para dar uma olhada na terra dos sonhos. Então, dez deles constatam que a terra realmente era tudo aquilo que havia sido prometido, terra boa – terra do leite e do mel. Porém, no meio da terra dos sonhos têm gigantes e cidades fortificadas. E aí, bate o desespero nos dez homens, ainda que os outros dois, Josué e Calebe, tentassem de todas as formas demovê-los do medo da derrota.

Tantos anos sonhando com a nova terra, e, no momento chave, assombrados pelos gigantes, tornam-se rebeldes. A história se repete, e insistentemente continua se repetindo. Fazemos planos, sonhamos com metas, calculamos e, na hora “H”, damos de cara com o gigante, bem no meio do nosso sonho. Aí, meu irmão, ou encaramos o gigante a exemplo de Davi, ou abandonamos o sonho, reclamando que é impossível derrubar o “grandão”.

Promessa não falta, a terra realmente é boa, Deus vai estar ao seu lado na hora da batalha. Mas a decisão é sua. E, então: “Vai encarar?”

No amor de Jesus,

Laerte Cardoso

Números 13 e 14

Um comentário:

André Cajeron disse...

E tinha gigante, é?! A gente só prestou atenção nos cachos de uva!!!