Como será a dor de parto? Dizem que a cólica renal é semelhante a ela. Mas pra mim que, graças a Deus, nunca tive cólica renal, e, por ser homem, nunca irei parir um filho, nem mesmo o maior exercício de imaginação poderia me dar com exatidão a dimensão dessa dor. Todavia, as dores não estão restritas ao físico, e acredito que existem dores na alma que superam até mesmo as mais terríveis dores que podem assolar o nosso limitado corpo humano.
São as dores que resultam do relacionamento, da incompreensão, do abandono, da desistência. Creio que foi essa experiência no campo emocional que levou Paulo, o apóstolo, a dizer que sentia dores de parto até que Cristo fosse formado nos Gálatas. Quando nos entregamos à tarefa de discipular alguém, de formar o caráter de Cristo numa pessoa, de levá-la ao pleno conhecimento do senhorio de Jesus, também temos que estar dispostos a sentir dores.
Espiritualmente ninguém gera ninguém se não se sujeitar ao sofrimento. Ninguém faz discípulo sem correr o risco de ser abandonado. Ninguém dá à luz se tiver medo da dor. Ninguém investe em ninguém se o receio de ser traído for maior do que a certeza de que vale a pena doar-se na formação de alguém. Não tem como fugir das dores, não tem cesariana, não tem peridural que resolva. Porém, assim como uma mãe após o parto se alegra com o filho em seus braços, do mesmo modo, ao vermos o resultado do nosso penoso trabalho, temos a alegria como recompensa. Portanto, boa gestação!
No amor de Jesus,
Laerte Cardoso
(Gálatas 4:19)
2 comentários:
Amei a analogia!
O melhor é pensar que depois de um tempo o seu filho já pode caminhar sozinho e começar a gerar seus próprios. E essa realmente é a melhor herança que tem! Quem não sente as dores para se reproduzir nunca terá os benefícios de ver sua descendência crescer.
"Vale a pela ser profeta, vale a pena ser pastor, vale a pena ser discipulo, amigo..." Ludmila Ferber
Esse louvor me faz lembrar exatamente essas palavras suas.
Abrs. Ap.
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