Estudo para Células – 321
Depois do Milagre
Introdução: quando o Mestre enviou setenta discípulos para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde Ele estava para ir, diz a Bíblia que antes Jesus passou instruções a fim de que soubessem como agir e o que fazer naquela missão. Depois de lhes instruir, Jesus falou da possibilidade deles serem rejeitados em alguns lugares, mas que as cidades que os rejeitassem seriam tratadas com extremo rigor. Após isso, Jesus citou Corazim, Betsaida e Cafarnaum como exemplos de cidades que se mantiveram indiferentes aos milagres e a Palavra liberada por Ele, e o juízo que viria sobre essas cidades por não terem se arrependido dos seus pecados mesmo diante da sua ação sobrenatural.
Continuando sua explanação, Jesus afirma que se em Tiro e Sidom se tivessem operado milagres como foram operados naquelas cidades, eles teriam se arrependido. Tiro e Sidom eram cidades conhecidas pelo endurecimento do pecado, mas Jesus disse que os milagres teriam efeito na vida daquele povo, como Ele esperava que tivesse nas cidades que ficaram indiferentes ao seu poder.
Considerando esses aspectos, entendemos que os milagres que Deus realiza na vida de qualquer pessoa têm objetivos muito maiores do que o próprio milagre em si mesmo. Entenda que não é o milagre pelo milagre, mas a ação sobrenatural de Deus deve desembocar numa mudança e transformação que vai além do milagre na vida daquele que recebeu o milagre. O problema daquelas cidades é que a ação de Deus por intermédio de Jesus foi tratada como banal e corriqueira sem que provocasse resultado nenhum na vida daquele povo.
Sendo assim, levando essas afirmações em conta, vejamos, no estudo dessa semana, três coisas que devem acontecer na vida de uma pessoa depois que o milagre acontece.
1. Quebrantamento – em primeiro lugar, Jesus disse que, se vissem os seus milagres, Tiro e Sidom teriam se arrependido assentadas em pano de saco e cinza. Ou seja, quando recebemos um favor divino, o nosso coração deve se quebrantar diante do Senhor. Infelizmente, muitas pessoas não sabem lidar com a bênção. Quando recebem um milagre, elas ficam eufóricas, e na sua exultação acabam até mesmo saindo da realidade. Então se esquecem rapidamente de como se encontravam antes do favor de Deus e permanecem com a mesma conduta.
A graça do Senhor deve despertar em nós a consciência do quão pequeno somos, e de que aquilo que recebemos não veio pelo nosso merecimento, mas foi o favor divino que nos alcançou. O milagre de Deus na vida do ser humano deve provocar arrependimento, que nada mais é do que mudança de direção. Andávamos longe, desgarrados, distantes da vontade de Deus, mas percebemos que mesmo tendo um coração endurecido, Ele se lembrou de nós e nos socorreu, e por isso nos voltamos para Ele, porque Deus nos amou primeiro, veio em nossa direção e operou um maravilhoso milagre.
2. Gratidão – em segundo lugar, os milagres de Deus devem despertar em nós a gratidão. Infelizmente, existem nas igrejas muitas pessoas que são apenas consumidoras de bênção. E o mais lamentável nisso tudo é que depois de provarem de tantas coisas boas de Deus, quando uma nova bênção não vem, logo elas reclamam da célula, da igreja e de Deus.
O milagre se tornou tão banal naquelas cidades que já não gerava impacto na vida de ninguém e foi assim que se tornaram indiferentes frente à ação de Deus. O remédio contra essa mal chama-se gratidão. Um coração agradecido também deve suceder ao milagre, como nos ensina Davi no Salmo 103:2: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só dos seus benefícios”.
3. Temor – no verso 14, Jesus diz que no juízo haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para as cidades indiferentes aos seus milagres. Em terceiro lugar, temos que considerar o temor que deve surgir no nosso coração quando Deus opera em nossa vida. Ou seja, os milagres devem produzir em nós seriedade em relação às coisas de Deus.
Temos que considerar que não foi qualquer pessoa que nos fez o bem, mas foi o próprio Deus. A obra que Ele realizou em nós fica como um testemunho da sua ação. Frente a essas coisas, Deus espera que o levemos a sério, sabendo que um dia estaremos diante dele para lhe prestar contas.
No amor de Jesus,
Laerte Cardoso
Lucas 10:13-14
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