Introdução: Jesus estava numa das cidades da Galiléia e, de repente, veio à sua presença um homem coberto de lepra, e prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe que o curasse. Diz o texto que Jesus estendeu a mão e tocou no leproso liberando a cura. No mesmo instante, a lepra que cobria o seu corpo desapareceu, e Jesus ordenou que ele não dissesse a ninguém, mas se apresentasse diante do sacerdote, conforme determinou Moisés, para servir de testemunho ao povo.
Esse tremendo milagre de Jesus é a base da nossa reflexão. Veremos como são importantes num processo de cura, algumas percepções da nossa alma. Sem querer fazer desse estudo uma fórmula, mas visando facilitar o nosso entendimento, analisaremos três percepções na vida do leproso dessa história, que servem para nos inspirar nessa caminhada transformadora que é a nossa vida com o Senhor Jesus.
1. O poder de Deus – em primeiro lugar está a percepção do poder de Deus. Os nossos recursos podem ser escassos, podemos até mesmo desanimar quando vemos que não temos condições de superar as nossas limitações. Todavia, quando temos uma visão da grandiosidade de Deus, quando percebemos que não há limites e restrições para o seu poder, o nosso coração se enche de esperança.
O leproso percebeu que o poder divino fluía na vida do Mestre Galileu e essa percepção fez com que a esperança ressurgisse na sua alma. Quando tudo o que conseguimos ver se resume em tragédia, calamidade, destruição, enfim, as coisas negativas dessa vida, certamente a alma será assolada pela desesperança. Porém, quando vemos o fluir do poder de Deus o nosso coração se anima.
Assim como o leproso foi ao encontro do Senhor, renovado por ver a ação de Deus na vida do seu Filho Jesus, corra também para a presença do Mestre, pois Ele é poderoso para mudar a sua história, para curá-lo (a) de todas as suas enfermidades, e transformar toda e qualquer situação. Creia nisso!
2. A Vontade de Deus – em segundo lugar, ao se aproximar do Mestre e prostrar-se perante Ele, o leproso percebe que Jesus tem vontade própria e que não estava ali simplesmente para satisfazer os desejos da multidão. Com o coração humilde, ele se submete à vontade do Senhor ao dizer: “Se quiseres, podes purificar-me”.
Deus sempre vai querer o melhor para aqueles que se rendem diante a Ele. Mesmo quando não entendemos, temos que confiar nessa verdade. Mesmo quando não faz sentido, quando o que estamos vivendo se torna absurdo e incompreensível. Ainda assim, como filhos, devemos confiar no propósito de Deus. A vontade de Deus deve ser respeitada pelo simples fato de que Ele é Deus. Portanto, diante dessas coisas, submetamos todos os nossos pedidos à vontade divina, nos vergando perante a sua liberdade de ação.
“Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?”. (Isaías 43.13)
3. A própria condição – em último lugar, e tão importante quanto às outras percepções, está a percepção que o leproso teve de si mesmo. Ele reconheceu a sua condição e por isso procurou o Senhor que poderia curá-lo. Enquanto uma pessoa não se enxerga, enquanto não tem consciência da sua própria enfermidade, certamente, ela não vai procurar ajuda.
A percepção do seu estado fez com que ele procurasse socorro em Jesus. Ainda que naquele tempo não houvesse remédio para a lepra, o leproso só viu no Mestre da Galiléia uma oportunidade de cura porque antes reconheceu a sua enfermidade. Jesus não vai curar quem não quer ser curado, por isso é fundamental num processo de transformação a consciência das nossas debilidades.
Repare que o leproso se aproxima de Jesus e se prostra com o rosto em terra. Ele está quebrantado, e reconhecendo a sua enfermidade se humilha diante do Senhor. Entendemos que o quebrantamento também é resultado de uma auto-percepção, quando, vendo quem de fato somos e o quanto precisamos do favor divino que nos transforma, nos rendemos e buscamos a cura.
No amor de Jesus,
Laerte Cardoso
Lucas 5:12-13
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