Salomão, do alto da sua sabedoria, fulminou: “O que foi é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol”. Lamentavelmente, erros se repetem, histórias cumprem ciclos e depois voltam, e aquilo que já sabíamos torna a acontecer. Nada há de novo, tudo já foi visto, e, mesmo sabendo, ainda somos surpreendidos por falhas que já foram cometidas anteriormente, mas que insistem em ser reeditadas. Veja a história de Caim. Volta e meia, nos deparamos com um “remake” protagonizado por “novos atores da vida real”.
Vem um irmão, um Abel desses que fazem coisas agradáveis aos olhos de Deus e que recebem elogios divinos. Depois vem um Caim, desses que não acertam de primeira, trazendo algo nas mãos que não emociona o Criador nem lhe chama a atenção. Aí, Caim fica “trombudo” e o semblante descai. Entretanto, o Criador com toda a paciência vai atrás dele e pergunta qual a razão do semblante descaído. Caim não responde, e faz a opção pelo isolamento. Deus insiste, quer ensiná-lo, mostra-lhe que se ele proceder corretamente será aceito. Porém, o coração já está duro, e o ensino ao invés de produzir vida, auto-avaliação, percepção de si mesmo, produz ira. O bichinho fica bravo que só ele. E ao invés de fazer de novo, ao invés de receber a graça que transforma, se entrega ao sentimento adoecido e bola um plano pra matar o irmão bem sucedido.
Será que já vimos isso antes? Claro que sim. Caim inaugurou a história, foi o primeiro a protagonizá-la, mas ela continua a se repetir. Quanta gente fica irada diante do ensino ao invés de se permitir à correção. A multidão dos “semblantes descaídos” aumenta assustadoramente todos os dias. Aqueles que ficam em silêncio e não reagem positivamente diante do ensino, mas, na solidão dos seus pensamentos, se entregam à ira e concebem os assassinatos emocionais dos seus irmãos.
No amor de Jesus,
Laerte Cardoso
(Ec 1:9; Gn 4:1-8)
Um comentário:
Assassinam irmãos e assassinam suas próprias almas... por que não falam o que sentem?
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