Introdução: o sábio Salomão ensina que “melhor é o fim das coisas do que o começo” (Ec 7:8). Dessa afirmação não podemos fugir, porque começar, muitos começam, mas, infelizmente, terminar, nem todos terminam. Portanto, o mais importante é cruzar a linha de chegada e não ficar pelo meio do caminho. Quando descobrimos a salvação em Cristo Jesus, iniciamos uma jornada, e não podemos perder de vista a meta que nos foi dada pelo Pai.
No estudo dessa semana, veremos um pouco da história de Moisés. Ele foi o profeta que Deus levantou como libertador do seu povo Israel, que vivia escravizado no Egito. Deus deu a Moisés um projeto que tinha começo, meio e fim, mas infelizmente, em virtude das circunstâncias, o projeto não foi concluído por ele como era a vontade de Deus.
Vejamos, então, alguns aspectos dessa história a fim de que sejamos edificados pela Palavra:
1. Deus tem um projeto para cada um de nós – em primeiro lugar, temos que compreender que o nosso Deus é Deus de planos, projetos e propósitos. Nada é feito por acaso, Ele tem objetivos em tudo o que faz. Para cada um de nós, Deus tem um propósito definido, e o seu desejo é que alcancemos a meta que foi traçada. Procure descobrir os objetivos de Deus para você.
Quando Deus chamou Moisés e fez dele o libertador de Israel, Ele não queria que o seu servo fosse simplesmente aquele que conduziu o povo para fora do Egito. Além de tirar o povo da escravidão, Deus queria que Moisés vencesse o deserto e entrasse na Terra Prometida. Ou seja, o projeto de Deus tinha começo (saída do Egito), meio (vitória sobre o deserto) e fim (entrada em Canaã)
2. As pressões da vida concorrem com o projeto de Deus – em segundo lugar, também devemos compreender que o projeto de Deus obedece a um processo, e no desenrolar desse processo enfrentaremos obstáculos que podem nos tirar do caminho. No caso de Moisés, o coração rebelde do povo que ele liderava foi minando as suas forças.
Depois de terem obtido um livramento tremendo, cruzando o Mar Vermelho a pé, num caminho milagrosamente aberto por Deus no meio das águas, ao chegarem a Mara, o povo reclamou que as águas eram amargas e fizeram forte pressão sobre Moisés. Quando o profeta sobe ao Sinai para receber as Tábuas da Lei, o povo fez para si um bezerro de ouro para idolatrar, gerando nele grande decepção.
No capítulo 20 de Números, quando mais uma vez o povo se rebela em Meribá, ele acaba perdendo a paciência e faz o que não devia ao ferir a rocha ao invés de falar com ela. Também temos que lembrar que pouco antes desse episódio, Miriã, irmã de Moisés, havia morrido. Ou seja, Moisés enfrentou várias pressões que colocaram em risco a conclusão do projeto de Deus para a sua vida. Do mesmo modo, o plano de Deus para cada um de nós será testado ao longo da jornada, e para cruzarmos a linha final teremos que vencer todas as pressões.
3. Somos tentados a sair do Princípio da Palavra – a terceira consideração a ser feita diz respeito ao risco de abandonarmos o princípio da Palavra. No verso 8, Deus estabelece um princípio, revelando a Moisés como a rocha daria água a toda a congregação. O Senhor diz a Moisés que ele deveria tomar a vara, juntar o povo, ele e seu irmão Arão, e então, diante da congregação, falar à rocha, e assim, a água jorraria. Moisés faz tudo como Deus mandou, porém, irado com o povo, ele fala com a congregação e fere a rocha duas vezes. A água jorra, mas Moisés sai do princípio da Palavra e isso lhe custou muito caro. Entenda isso, não é somente o resultado que importa. A água jorrou, ou seja, o resultado veio. Todavia, mais do que o resultado, o que importa é se o princípio foi obedecido.
4. Corremos o risco de não concluirmos o projeto – em quarto lugar, chegamos à conclusão de que, uma vez abandonado o princípio, o projeto fica inacabado na nossa vida. No verso 12, Deus diz a Moisés que ele não entraria com o povo na Terra Prometida em virtude da sua ação destemperada. Ele saiu do Egito, mas não entrou na terra, ou seja, saiu da escravidão, mas não entrou no descanso. Moisés atravessou o Mar Vermelho, símbolo da libertação da escravidão, mas não atravessou o Rio Jordão, símbolo da entrada no descanso de Deus. Infelizmente, o projeto não se concretizou na sua vida, mas Deus levantou outro para substituí-lo, porque o seu projeto não fica pela metade. Se Ele não puder contar conosco, certamente, buscará alguém com que possa contar. Desse modo, Deus levantou Josué que recebeu a honra de liderar o povo na tomada de Canaã.
No amor de Jesus.
Laerte Cardoso
Números 20:7-12
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